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Impacto da pandemia no imobiliário: resultados diferentes nos vários segmentos

28 dez 2020
Impacto da pandemia no imobiliário: resultados diferentes nos vários segmentos
O ano de 2020 foi vivido a várias velocidades no setor, com quebras nas vendas em alguns segmentos e a manutenção da atividade noutros. Fonte: Idealista News

O ano de 2020 foi muito desafiante para o imobiliário, devido à pandemia da Covid-19, mas o balanço, feito pelos responsáveis de algumas empresas a atuar neste mercado, mostra que o impacto foi diferente nos vários segmentos de negócio. A forte quebra registada na atividade da hotelaria e no Alojamento Local, contrasta com a manutenção ou, mesmo, com o crescimento da atividade na construção e nas vendas de habitação.

Este cenário foi traçado por vários profissionais num artigo publicado no Imobiliário, do semanário Vida Económica, em que apontam também já uma vontade crescente de investir e preparar o 2022 e 2023.

“O mercado imobiliário foi aquele que mostrou uma resiliência ímpar”, considera José Araújo, diretor de Crédito Especializado e Imobiliário do Millennium bcp. Na sua opinião, “as famílias deram continuidade aos seus interesses e concretizaram as aquisições já programadas: habitações com mais espaço, mais afastadas dos centros das cidades, mais próximas da natureza e da qualidade que o campo proporciona”, diz citado no artigo.

Para Aniceto Viegas, diretor geral da Avenue (grupo promotor que está a desenvolver um conjunto de empreendimentos de habitação de luxo, sobretudo em Lisboa e Porto), “a atividade comercial começou a recuperar a partir de junho e temos registado uma recuperação bastante positiva,desde essa data”. Disse ao mesmo meio que “não constatamos uma degradação dos preços de venda", frisando que "regista-se, no entanto, um ritmo de concretização de vendas mais lento”.

Já para José Carvalho, CEO do grupo Omega, “pese embora não se ter verificado o ritmo de crescimento dos anos transatos, foi, no entanto, possível manter a atividade com vitalidade e confiança para o futuro”.

Muita coragem para manter o ‘pé no acelerador’

Na opinião de José Rui Meneses, CEO da MAP Engenharia, “2020 foi um ano em que foi necessário ter muita coragem para manter o ‘pé no acelerador’, com a incerteza que se viveu”. Na empresa, acrescenta ao suplemento de imobiliário da Vida Económica, “mantivemos o investimento e conseguimos cumprir as obrigações junto dos nossos clientes e assumir novos contratos, transmitindo confiança aos investidores”.

Por sua vez, Martinho Vidal, CEO da Ergicon, empresa de construção civil, destacou que, apesar de todas as restrições e contratempos, “o ano acaba por ser positivo e as quebras não são acentuadas. No caso da Ergicon, em particular, (e julgo não ser caso único), até crescemos relativamente ao ano anterior”.

Vontade crescente de investir para preparar 2022 e 2023

Rui d’Avila, administrador da Ferreira Construção, partilhou ao meio especializado que “em outubro sentiu-se a preocupação por parte de investidores institucionais, mas, mais recentemente, notamos uma vontade crescente de investir e preparar o 2022 e o 2023”.

Também João Sousa, CEO do JPS Group apontou que, devido ao facto de venderem “imóveis em planta e com preços muito competitivos face à elevada qualidade dos nossos projetos, felizmente não sentimos um impacto negativo nas vendas”, argumentando que o “facto de valorizarmos muito os espaços exteriores nos nossos projetos, ajudaram a que isso acontecesse, sendo que tivemos milhares de pedidos de informação ao longo do ano, com um elevado número de negócios concretizados”.

Por sua vez, Ricardo Costa, CEO da Luximos Christie´s International Real Estate, frisa, que “o fluxo global de transações imobiliárias na rede Christie´s manteve-se em níveis elevados”. Adiantou ao Imobiliário do VE, ainda, que “quem tinha investimentos imobiliários em 2020 não teve motivos para perder noites de sono, o que sinaliza a segurança e forte valor relativo dos bens imóveis”.

A arquitetura, como é o caso do gabinete Ferreira de Almeida Arquitetos, tem um relacionamento predominantemente com o mundo empresarial. Logo, estão especialmente sujeitos aos ciclos económicos nos seus altos e baixos. “Os empresários que tinham connosco obras e projetos em curso assim prosseguiram. Aqueles que estavam em fase de arranque ficaram na sua maioria em ‘banho maria’”, rematou o arquiteto Nelson Almeida, gerente da Ferreira de Almeida.

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