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Bancos voltam a impulsionar a compra de casa em 2021

05 jan 2022
Crédito habitação continua em alta, mesmo em tempos de uma pandemia que teima em não dar tréguas. Assim foi o ano de 2021. Fonte: Idealista News

Não é de agora que os bancos estão a mostrar disponibilidade para emprestar dinheiro para a compra de casa. A concessão de novo crédito habitação, na verdade, tem vindo a aumentar de forma constante com o passar do tempo. Abrandou um pouco em 2020, com a chegada da pandemia, mas em 2021 voltou a “ganhar asas”. Também em alta está a avaliação bancária de casas por parte dos bancos, precisamente para efeitos de concessão de crédito habitação. Será que a tendência se vai manter em 2022? E os juros vão subir?
 

Se há negócio que não desacelerou em Portugal com a chegada da pandemia foi a compra e venda de casas, o que é uma boa notícia para os bancos, até porque são muitos os portugueses que precisam de financiamento para “dar o passo”. Em setembro de 2021, por exemplo, escrevemos que a maioria dos empréstimos concedidos a particulares, mais de dois terços, tiveram como destino a compra de casa: foram 1.331 milhões de euros num total de 1.995 milhões concedidos, sendo este o terceiro valor mais alto desde, pelo menos, setembro de 2016, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
 

Novo crédito habitação sobe em flecha

Os números falam por si: a concessão de novos créditos habitação está em alta em 2021, superando os 1.200 milhões de euros há oito meses seguidos. Significa isto que o valor emprestado foi inferior a 1.000 milhões de euros apenas em janeiro e fevereiro. Foi em março, de resto, que o valor concedido bateu todos os recordes: 1.382 milhões de euros.
 

Crédito habitação total também… em alta

Também o stock total de crédito habitação concedido tem mantido uma trajetória ascendente mês após mês. A exceção terá mesmo sido o mês de junho, com o total de empréstimos a baixar para 94.793,9 milhões de euros, menos que no mês anterior (96.665,6 milhões). Uma quebra, no entanto, de curta duração, visto que desde então foi sempre a somar.

Os dados relativos a outubro, por exemplo, mostram que a concessão de crédito habitação a particulares continuava a acelerar, tendo crescido 4,4% num ano (face a outubro de 2020), para 96,3 mil milhões de euros. Importa referir que foi em maio que se verificou o valor mais elevado do ano, até à data, os já referidos 96.665,6 milhões.
 

Negócio do crédito habitação está ao rubro
Gtres
 

Bancos avaliam casas “por cima”

Igualmente frenética continua a avaliação bancária de casas, utilizada pelos bancos aquando da celebração de um contrato de crédito habitação. Será caso para dizer que os bancos estão a avaliar as casas “por cima”. Uma coisa é certa, o valor mediano da avaliação bancária de casas não parou de subir em 2021: fixou-se em outubro, em 1.251 euros por metro quadrado (€/m2), mais 15 euros que em setembro (1.236 €/m2) e mais 120 euros que em outubro do ano passado (1.131 €/m2).
 

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que são conhecidos mensalmente, permitem ainda concluir que a última vez que o valor mediano da avaliação bancária de casas desceu foi em março de 2020, encontrando-se atualmente no valor mais alto desde que há registos. Para se ter uma ideia da evolução mensal, em janeiro, no arranque do ano, fixou-se em 1.170 €/m2, menos 81 euros que em outubro.
 

Não sabes o que é e para que serve a avaliação bancária? Damos-te uma ajuda: clica neste link.
 

Por que é que os créditos habitação estão tão baratos?

A resposta a esta pergunta é dada neste artigo, que publicámos em julho. Um mês antes demos conta que o crédito habitação em Portugal era o segundo mais barato da Zona Euro, ou seja, éramos o segundo país da moeda única com os juros mais baixos, sendo apenas destronado pela Finlândia. Também aqui explicamos o porquê dos empréstimos da casa estarem tão baratos e ajudamos a perceber como se consegue um crédito habitação.
 

Por falar em juros do crédito habitação, em setembro, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos estava a descer há um ano. Uma rota decrescente que atingiu um novo máximo (0,785%). Em outubro, no entanto, e depois de passar um ano a descer mês após mês, a taxa de juro implícita no crédito habitação subiu para 0,803%.
 

Comprar casa com crédito habitação
Gtres
 

Qual é a taxa de esforço para comprar

Mesmo em tempos de pandemia, e com os preços da habitação em alta, são muitos os portugueses que querem comprar casa. E para o conseguirem fazer têm de pedir “ajuda” ao banco. Como se constata, os bancos, apesar da crise gerada pela Covid-19, têm-se mantido disponíveis para emprestar dinheiro para esta finalidade, mesmo não concedendo financiamentos a 100% (só em imóveis que têm em carteira). O que significa que é preciso ter uma poupança para dar um “passo em frente”. Uma análise do idealista mostra o esforço necessário para comprar casa nas capitais de distrito de Portugal Continental e Ilhas.
 

Sobre este tema, é relevante mencionar que dados recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) mostram que é possível comprar uma casa em Portugal sem ter de recorrer a um crédito habitação? Contudo, uma família residente no país precisaria de usar a totalidade dos rendimentos líquidos conseguidos com 11,38 anos de trabalho, ou seja, sem pagar outras despesas, para comprar uma casa de 100 m2.
 

Deixamos em baixo um conjunto de artigos que publicámos relacionados com este tema. Toma nota:
 

 


Perguntas e respostas sobre crédito habitação
Foto de Olya Kobruseva no Pexels
 

Perguntas e respostas sobre o crédito habitação

São muitas as dúvidas que surgem na hora de pedir um crédito habitação, ou mesmo quando já se tem um financiamento bancário. Deixamos-te um conjunto de artigos que publicámos ao longo do ano que podem ser úteis e, de certa forma, dar resposta a algumas perguntas que possas ter em mente. Antes de terminar uma nota: recorrer a um intermediário de crédito pode ser uma solução a ter em conta, sobretudo porque este pode ser um processo complexo e moroso. A propósito deste tema, Tiago Vilaça, presidente da Associação Nacional Intermediários Crédito Autorizados (ANICA), revela que esta é uma "atividade que está a crescer e que tem futuro".
 

 
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